Informativo n.67 – O perigo da exploração dos corais amazônicos

Por Esther Éles

Há cerca de um ano foi anunciada a existência de um enorme recife de corais na foz do Rio Amazonas. Com área total de mais de 9500 km² e estendido por cerca de 700 km, da Guiana Francesa ao Maranhão, estima-se que sua origem tenha ocorrido há aproximadamente 12 mil anos. Até agora, apenas uma pequena porcentagem da área em que o recife se localiza foi mapeada por cientistas.

Em janeiro deste ano, as primeiras imagens do ecossistema foram divulgadas com a intenção de chamar a atenção para a sua preservação. Estima-se que lá estejam presentes diversas espécies animais ainda não descobertas, posto que até recentemente não imaginava-se a possibilidade do desenvolvimento de uma estrutura tão grande em um local com ausência de luz.

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Contudo, a questão que atormenta ambientalistas é a da ameaça deste ecossistema pela exploração petrolífera na região da foz do Amazonas. A área já foi registrada pela ANP, Agência Nacional de Petróleo, e algumas empresas buscam ou conseguiram licitações para explorar blocos próximos. A ameaça mais urgente, de acordo com o Greenpeace, seria a empresa francesa Total – um dos pontos que almejam explorar se localiza a 8 km do recife.

O problema da atividade petrolífera seria o constante risco de um derramamento, que prejudicaria além do recife, diversas espécies reconhecidas (como os peixes-boi e as ariranhas, já em risco de extinção). As atividades econômicas de habitantes locais também seriam prejudicadas, a exemplo dos pescadores da zona costeira amazônica.

O Greenpeace, entidade responsável pelas imagens e pelo movimento de oposição à exploração petrolífera na região, tem realizado atos em defesa dos corais, além de coletar assinaturas para pressionar a empresa Total através de seu website. Há anos a Amazônia vem sendo explorada por diversas empresas e em diversas áreas econômicas, mas com a divulgação deste novo tipo de ecossistema, existe uma intenção ainda mais forte por parte dos movimentos ambientalistas para defender a região.

Informativo nº 12 – Novo pacto entre Ibama e INPE

Por Nathalia Pires

A Floresta Amazônica, além de ser essencial na absorção do gás carbônico, é responsável pela regulação do regime das chuvas em grande parte do país, inclusive no Sudeste, região que esta sofrendo um período de seca. No entanto, desmatamento desta importante floresta vem crescendo, o que representa um enorme problema ao combate contra o aquecimento global.

O sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que conta com imagens de satélites, mostra que no norte do país há uma tendência de crescimento do desmatamento. Segundo dados gerados por esse sistema, somente nos últimos três anos houve um aumento de cerca de 49% nas taxas correspondentes entre agosto de um ano a julho do ano seguinte. O Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes), responsável pela emissão oficial das taxas de desmatamento da Amazônia, em seu ultimo levantamento, indicou que houve um aumento de 29% nas taxas de desmatamento em relação ao período anterior (agosto de 2012 a julho de 2013). Tais dados indicam que o Brasil corre o risco de terminar o ano de 2014 com a pior performance ambiental dos últimos anos.

Diante desse quadro, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ), que tem como objetivo executar ações relacionadas ao meio ambiente que fazem parte da política nacional, e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), responsável pelo Deter, firmaram um pacto no dia 07/11/2014 que tem como objeto reduzir o desmatamento da Amazônia. O programa visa combater o crime organizado que atua na extração de madeira e em outras atividades ilegais na região. Para melhorar a atuação de tais órgãos, entrou em teste o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter B), o qual produz imagens de satélite de maior resolução em relação ao Deter, facilitando as operações de fiscalização. Um protocolo criado pelos dois órgãos garante a segurança das informações geradas por esse sistema, impedindo que elas sejam usadas por criminosos.

Com a cooperação entre o Ibama e o INPE espera-se uma mudança no quadro de crescimento do desmatamento, pois permitirá maior efetividade no planejamento e execução das ações de combate à esse crime.

Fontes e referências:

http://www.ibama.gov.br/publicadas/cerco-ao-crime-na-amazonia

http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?42102/Alerta-desmatamento-na-Amaznia-tende-a-crescer