Informativo n.64 – Alimentação e Mudanças Climáticas

                                                                                                                                                            Por Rafaela Sedeh

Hoje, dia 16 de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO – Food and Agriculture Organization) e busca dar visibilidade a questões de segurança alimentar e os problemas sociais relacionados a ela.

Levando-se em conta que diversos são os assuntos que se relacionam com a pauta, a cada ano é eleito um tema para o dia. Para 2016, foi escolhido “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também”. A escolha teve por base as estimativas de que, em 2050, a população mundial atingirá a marca de 9,6 bilhões de pessoas. Nesse sentido, para atender essa demanda, a produção de alimentos deveria crescer 60%. Mas será que temos as condições necessárias para atingir esse aumento?

Uma das preocupações que se tem a respeito é o fato de que as mudanças climáticas, as quais ocasionam secas, altas temperaturas e desastres relacionados a meteorologia adversa, têm seus piores efeitos sobre a parcela mais pobre da sociedade, da qual muitos são pequenos agricultores familiares, que são responsáveis por boa parte dos alimentos consumidos. Sendo assim, essas mudanças aparecem como um empecilho para o crescimento da produção alimentar que devemos alcançar e, consequentemente, como potencial fator de aumento da insegurança alimentar.

Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar, ou seja, não têm acesso a uma alimentação saudável, de qualidade ou em quantidade suficiente para suprir suas necessidades. O impacto que as mudanças climáticas têm sobre a produção de alimentos, portanto, elevaria esse número e acabaria por impedir a concretização do primeiro dos objetivos do milênio, o de acabar com a fome e a miséria.

Muitas são as atitudes que estão ao nosso alcance para minimizar e, quem sabe, reverter esse quadro. A Sociedade Vegetariana Brasileira, em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, sustentando-se, entre outros, no pilar da proteção ao planeta Terra, lançou em São Paulo, em 2009, a campanha Segunda sem Carne. Já implementada em outros países, a campanha leva em conta que a indústria da carne é responsável por uma significativa parcela das emissões de gases causadores do efeito estufa, ultrapassando a quantidade emitida pelos transportes, segundo a FAO.

Essa e outras ações, ainda que em um primeiro momento possam parecer pequenas, quando pegas em sua totalidade, representam um grande avanço no sentido de contribuir para o alcance de um quadro mais otimista no que se refere à alimentação mundial. O dia 16 de outubro, sob o título que lhe foi dado, enseja uma reflexão a respeito de nossos hábitos diários, os quais, a partir de mudanças simples, podem constituir fatores relevantes para expandir a segurança alimentar ao redor do mundo.

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